Espetáculos, intervenções, performances, exposição e lançamento de site,  apresentações na Galeria Athos Bulcão do anexo do Teatro Nacional e em diferentes espaços urbanos de Brasília, workshops, seminário e residências com espaço para dançarinos, artistas de outras linguagens e público em geral

A Mostra de Dança XYZ, idealizada pelo produtor cultural Marconi Valadares, chega à quarta edição no período de 19 a 28 de fevereiro de 2016, em Brasília-DF. A proposta é apresentar a grande amplitude do conceito de dança que existe dentro do rótulo “Dança Contemporânea”.

Criada em 2006, a mostra tem como o objetivo o fomento do mercado de dança de Brasília, valorizando e investindo na visibilidade da produção local, criando espaços de difusão dos trabalhos de dança contemporânea e promovendo a troca de ideias e de conhecimentos entre companhias e artistas convidados de outros estados do Brasil e a comunidade artística brasiliense.

Foi pensando nisso que a IV MOSTRA DE DANÇA XYZ incluiu em sua programação dez trabalhos de dança contemporânea, uma exposição com instalação coreográfica, um lançamento de site interativo e atividades formativas e de intercâmbio que incluem uma residência artística, dois workshops/residência, dois workshops de 3 horas, um seminário e um projeto de criação de texto analítico em dança. Serão nove dias com atrações vindas de vários estados do Brasil, como Teresina, Rio de Janeiro, Goiânia, Belo Horizonte, Maceió e, claro, Brasília.

ABERTURA DA MOSTRA – Para a noite de abertura, no dia 19 de fevereiro, às 21h, com entrada franca, a IV MOSTRA DE DANÇA XYZ contará com a exposição “De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica“, da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF). O evento inclui uma performance inédita dirigida e criada especialmente pela coreógrafa Luciana Lara para a abertura do festival. Haverá, também, o lançamento do site interativo que proporciona a visita virtual da exposição.

“De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica“ discute a condição humana urbana e a vida em coletivo. Esta criação é uma iniciativa inédita de pesquisa em dança em multiplataformas, que é formada por três propostas artísticas: a exposição, que fica aberta à visitação na Galeria Athos Bulcão, do dia 22 ao dia 25, das 9 às 20h; o site interativo (http://www.decarneeconcreto.art.br), disponível gratuitamente na internet; e o espetáculo que fecha a mostra, no dia 28 de fevereiro, às 20h.

BREVE HISTÓRICO

O nome ‘Dança XYZ’ surgiu da percepção de que a dança contemporânea está imersa em novos paradigmas como a quebra do código, a delimitação da não delimitação, a regra da não regra, a construção de novas referências ou a busca da não referência. Era preciso encontrar um ‘anti-rótulo’ que emoldurasse um festival e abarcasse ao mesmo tempo o fato de que a dança se apresenta a cada dia mais ampla e diversa. A mostra surgiu da necessidade de difundir essa dança, tornando visível ao público esse seu diferencial.

Já fizeram parte da programação em edições anteriores as companhias e artistas Alaya Dança -DF, Anti Status Quo Companhia de Dança -DF, Basirah -DF, Cia Márcia Duarte-DF, Eliana Carneiro -DF, Margaridas -DF, Ary Coelho, Cristina Moura – RJ, Andrea Jabor–RJ, Maura Baiocchi -SP, Lakka -MG, Cris Oliveira e Carlos Arão -MG.

CURADORIA

A curadoria dessa quarta edição, seguindo a proposta da Mostra, programou trabalhos que demonstram a diversidade da dança contemporânea e que, além de serem muito diferentes entre si, se destacam por serem trabalhos mais performáticos.

“Essa aproximação da dança com a performance se dá em vários níveis, para além da diluição das fronteiras entre as linguagens artísticas e o não enquadramento em categorizações fixas, ligadas ao conceito de performance” – explica Marconi Valadares. E continua: “Está longe, também, de certo hermetismo atribuído a tudo aquilo que foge do sistema de representação, tão disseminado e aceito pela cultura de massa e do entretenimento”.

Segundo o curador, há nos trabalhos escolhidos para a mostra uma atenção especial à produção de presença, com um interesse especial pelo real, pelo encontro com o outro, pela intensificação dos afetos, pela experiência com a duração do tempo e pela relação com o espaço diferenciado, “onde a pesquisa de linguagem tem, na relação com o público e na sensibilização para novas percepções da realidade e da arte, um posicionamento ético político estético”, diz.

APRESENTAÇÕES

A Mostra será realizada em espaços diferentes. Metade dos trabalhos ocupará a Galeria Athos Bulcão, situada no Anexo do Teatro Nacional, e a outra metade será realizada nas ruas de Brasília: Setor Comercial Sul, Setor Bancário Sul, passarela entre o Conic e o Conjunto Nacional e parques da cidade.

GALERIA ATHOS BULCÃO – As cinco obras feitas para espaços fechados não se restringem a estrutura, aparelhagem e convenções que uma sala de teatro impõe. Poderão ser vistos os trabalhos: 3 SOLOS EM 1 TEMPO, de Denise Stutz (Rio de Janeiro – RJ); O LIVRO, de Margô Assis (Belo Horizonte – MG); AO CAÍREM AS ABAS, de Aline Brasil e Anna Behatriz Azevêdo (Goiânia – GO); MONO, de Marcelo Evelin (Teresina – PI); e “DE CARNE E CONCRETO – UMA INSTALAÇÃO COREOGRÁFICA”, da Anti Status Quo Companhia de Dança (Brasília-DF).

ESPAÇOS URBANOS – As cinco obras realizadas ao ar livre são intervenções urbanas e trabalham o contexto dos espaços da cidade e a interação entre artistas, transeuntes e moradores como dramaturgia, propondo resignificações, reflexões e novos afetos na realidade da vida cotidiana. São elas: ÁRVORE/PLANTAÇÃO, de Clarice Lima (São Paulo – SP); SACOLAS NA CABEÇA, da Anti Status Quo Companhia de Dança (Brasília – DF); PARQUEAR BANDO, de Margô Assis e Thembi Rosa (Belo Horizonte – MG); POLITIKUS, de Ary Coelho e Luisa Günther (Brasília – DF); e DESPACHO, de Jorge Schutze (Maceió – AL).

ATIVIDADES FORMATIVAS E DE INTERCÂMBIO

Além das apresentações, a IV MOSTRA DE DANÇA XYZ realiza sete atividades formativas, de intercâmbio e troca de conhecimentos com inscrições gratuitas, dentro de cinco (5) categorias:

1) Uma residência artística: Residência Árvores, com Clarice Lima de São Paulo-SP;

2) Dois workshops/residência: Parquear Bando (2016) – Dança Multiplex + Convidados, com Margô Assis, em parceria com Thembi Rosa de Belo Horizonte MG, e Workshop Intervenções Urbanas e Sacolas na Cabeça, com Luciana Lara de Brasília DF. A residência e os workshops/residência desenvolverão trabalhos de autoria dos coreógrafos ministrantes com os bailarinos e artistas locais participantes que culminam em apresentações dentro da programação da Mostra;

3) Dois workshops: Corpo Presente, com Denise Stutz de Rio de Janeiro- RJ, e Workshop Marcelo Evelin, com Marcelo Evelin de Teresina- PI;

4) Seminário “Modos de fazer dança contemporânea no Brasil” – Realizado com os convidados Marcelo Evelin (Teresina) e Marcos Villas (São Paulo), o seminário se propõe a traçar um panorama dos novos modos de produção e intercâmbio dos artistas da dança contemporânea no Brasil e sua relação com o mercado como ponto de partida para uma discussão, incluindo a participação do público. Como coletivos, redes, grupos e artistas independentes estão se organizando para se relacionarem com o mercado de dança no Brasil?

5) Projeto de fomento a criação de textos analíticos para dança: “Três Olhares e Uma Dança” – Fomentar a criação e leitura de textos analíticos sobre dança: o projeto consiste na publicação, no site do festival, de três textos analíticos sobre os trabalhos apresentados, sendo dois escritos por especialistas (o ator e diretor teatral João Antonio e o jornalista, escritor e diretor teatral Sergio Maggio) e um assinado por um espectador.

PROGRAMAÇÃO

Dia 19.2 – sexta-feira
21h – Abertura da Mostra com exposição ‘De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica’, lançamento de site interativo e performance inédita da Anti Status Quo Companhia de Dança – Brasília/DF

Dia 20.2 – sábado
12h – Árvore/plantação (intervenção urbana), de Clarice Lima (SP) – Setor Bancário Sul
21h – 3 Solos em 1 Tempo , de Denise Stutz (RJ) – Galeria Athos Bulcão

Dia 21.2 – domingo
20h – O Livro, de Margô Assis (Belo Horizonte) – Galeria Athos Bulcão

Dia 22.2 – segunda-feira
De 9h às 20h – exposição ‘De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica’ – Galeria Athos Bulcão
12h30 – Sacolas na cabeça (intervenção urbana), da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF) – Setor Comercial Sul

Dia 23.2 – terça-feira
De 9h às 20h – exposição ‘De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica’ – Galeria Athos Bulcão
17h – Parquear Bando (intervenção urbana), de Margô Assis (Belo Horizonte) – Setor Comercial Sul

Dia 25.2 – quinta-feira
De 9h às 20h – exposição ‘De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica’ – Galeria Athos Bulcão
17h – Politikus (performance), de Ary Coelho e Luisa Günther (DF) – Plataforma entre o Conic e o Conjunto Nacional de Brasília

Dia 26.2 – sexta-feira
17h – Despacho (intervenção urbana), de Jorge Schutze (Maceió) – Setor Comercial Sul
21h – Ao Caírem as Abas, de Aline Brasil e Anna Behatriz Azevêdo (Goiânia) – Galeria Athos Bulcão

Dia 27.2 – sábado
21h – Mono, de Marcelo Evelin (Teresina) – Galeria Athos Bulcão

Dia 28.2 – domingo
20h – espetáculo “De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica”, da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF) – Galeria Athos Bulcão