Com crítica à sociedade, Ops lança clipe e clama por mudança. “Não Ta Tudo Bem” também é o nome do disco do artista

“Não Ta Tudo Bem”. Basta apenas dar uma olhada no noticiário para constatar. Esse é também o mote da música e do segundo clipe que Ops acaba de lançar.
Embora tenha um tom de crítica à inércia que vivemos neste momento (“parar de olhar pro umbigo na beira do precipício”), a música também traz uma visão otimista para o futuro, que circunda parte do álbum que sai no final de outubro e também se chama “Não Ta Tudo Bem”, e dá uma saída para o que está acontecendo (“e se a gente parasse tudo e cuidasse do mundo?”).

“A sugestão de ‘parar tudo e cuidar do mundo’, abre o lado otimista do álbum, onde a arte e o amor prevalecem. O álbum, como um todo, expõe o problema e vislumbra a solução e a solução, necessariamente, passa pela arte e pelo amor”, conta Ops.

Dirigido pelo próprio Ops e por Caetano Maia, o clipe segue a mesma linha simples demonstrada em “Olha a Sorte Que Eu Dei”, primeiro single/clipe lançado pelo artista, inspirados nas “Esculturas em 1 minuto”, de Erwin Wurm. “Não Ta Tudo Bem”, o clipe, ainda contou com a produção de Paula Rios (Batedeira Cultural), assistência de produção de Marina Tamanini e foi gravado na casa do artista.

Aqui, Ops aparece em um plano sequência cantando as músicas, segurando e derrubando objetos. A cena mais polêmica com certeza vem quando mostra a bíblia, livro sagrado para as religiões católicas e evangélicas e segura a imagens de políticos.

“A cena da bíblia não é uma crítica à religião, mas a quem usa a religião para enriquecimento pessoal ou para propagar discursos de ódio e intolerância – justamente o oposto do que prega o protagonista do livro”, explica Ops.

“Olha a sorte que eu dei” e “Não Ta Tudo Bem” estão disponíveis em todas as plataformas de streaming, como Spotify, Deezer e Apple Music.

Show de lançamento

“Não Ta Tudo Bem”, o disco, está previsto para sair no dia 24 de outubro e o show de lançamento já está marcado em Brasília, no dia 27 de outubro. E quem o acompanha nessa empreitada são grandes músicos da cena brasiliense: Samyr Aissami (Scalene, Bloco das Divinas Tetas, Aloizio e a Rede), na guitarra; Fernando Jatobá (ex-Móveis Coloniais de Acaju, Sr. Gonzales), no baixo; Gustavo Dreher (Esperando Rei Zula, Sr. Gonzales), nos synths; Thiago Cunha (Passo Largo, Totem), na bateria. E terão as participações especiais de Esdras Nogueira (sax) e Marcus Moares (Passo Largo), na guitarra.

Serviço

Ops – Lançamento do disco “Não Ta Tudo Bem”
Banda de abertura: Zé Krishna e Amigos Eternos
Sexta, 27/10/17, 21h
Teatro Dulcina – SBS Conic – Brasília – DF
Produção: Batedeira Cultural
Informações: (61) 99578-8013
Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/ops—nao-ta-tudo-bem—primeiro-show__200423

Mais Sobre Ops

Ops é um velho conhecido da cena musical brasiliense. O artista já teve uma das mais celebradas bandas dos anos 2000, a Disco Alto, fez parte do coletivo de DJs Criolina, junto com os também amigos, Barata e Pezão, onde além de produzir uma série de shows pela capital, ajudou a levantar o carnaval de Brasília com o Aparelhinho e assumiu as picapes em várias festas e festivais. Tendo tocado inclusive fora do Brasil, em países como Dinamarca, Inglaterra, Portugal, e imagine você, Eslovênia. Como produtor musical também é responsável pelo infame “Harmonia do Sampler”, duo brasiliense que enlouqueceu os mais reservados com sua descarada música “Pau, Perereca e Cu”. Depois de tanta agitação e apenas com a alcunha de Ops, ele resolveu lançar sua carreira solo, desejo que andava aguardado há alguns anos.

Redes Sociais

Facebook: www.facebook.com/ops.music
Youtube: www.youtube.com/rafaelops
Bandcamp: https://rafaelops.bandcamp.com/