Galeria Karla Osorio
 apresenta a mostra coletiva Síntese Dinâmica

A mostra ocupará os três pavilhões da galeria e reunirá 15 (quinze) artistas, inclusive dois novos representados Bené Fonteles, Estela Sokol e um convidado especial, Julio Leite. A visitação a exposição vai até o dia 2 de fevereiro de 2018.

Alguns artistas como Bel Barcellos, Galeno, Marcelo Solá, Rodrigo Mogiz, já tiveram mostras individuais na
galeria, e dois deles – Almandrade e Roland Gebhardt – participaram do programa de residência artística no
local, ficando semanas em processo criativo de produção durante o ano.

Para muitos será a primeira vez que apresentam suas obras no novo espaço expositivo da galeria. É o caso de
Bené Fonteles, Bruno Duque, Dirceu Maués, Estela Sokol, Gauthier d’Ydewalle, Maria Lynch, Ricardo Homen e
Thomas Kellner, Muitos deles tiveram obras mostradas pela galeria este ano, em feiras como SP-Arte, Arte Rio,
EXPO Chicago, VOLTA 13, VOLTA NY, entre outras no Brasil e no exterior.

Sobre os artistas

Almandrade (BA) – Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte
das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes. Participou de várias mostras
coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; “Em Busca da Essência” – mostra especial da XIX Bienal
de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I
Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa
no I Salão Estudantil em 1972.

Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista “Semiótica” em 1974. Realizou mais de trinta exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo entre 1975 e 2016.

Bel Barcellos (RJ) – Nasceu em Boston, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É bacharel em Artes Cênicas no Rio de
Janeiro e Mestra em Artes Cênicas, com louvor, pela University of Hull, Inglaterra. A obra de Bel Barcellos tem
como o ponto de partida a figura humana e suas dualidades, porém, não é somente este o cerne do seu
trabalho.

Seu universo remete à um complexo território particular onde, através das linhas bordadas, surgem
os limites, as escolhas, a divisão dos afetos, as nuances das relações humanas, o limiar entre sonho e realidade.
Participa de mostras em museus e centros culturais no Brasil e no exterior, desde 1995. Destacam-se as
exposições individuais: Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro (1995); Centro de Estudos Brasileiros de Maputo,
Moçambique, (1997); Museu da República do Rio de Janeiro (1998).

Bené Fonteles (PA) – Nasceu em 1953 em Bragança-PA, vive e trabalha em Brasília. É artista plástico, jornalista,
editor, escritor, poeta e compositor. Iniciou sua carreira em 1971, participando do 3º Salão Nacional de Artes
Plásticas do Ceará. Desde então, transita entre a arte e o artesanato, baseando seu trabalho na transformação
de materiais simples e muitas vezes frágeis, naturais ou pouco trabalhado pelo o homem, como pedras, pedaços
de troncos, cordas, tecidos rústicos, arames, entre outros.

Por cinco vezes participou da Bienal de São Paulo, assim como do Panorama de Arte Atual Brasileira no MAM de SP e mostras experimentais no Museu de Arte Contemporânea da USP. De suas exposições individuais, podem ser destacadas as mostras, “Audiovisuais” e “Terra” realizadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo, “Bené Fonteles” no Parque Lage no Rio de Janeiro e diversas outras. Também está presente em coleções privadas e em diversos acervos públicos e institucionais em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Belém, Cuiabá, Paris e Nova Iorque.

Bruno Duque (BH) – Nascido em Belo Horizonte, vive e trabalha em Brasília. Passou uma temporada na
República Tcheca em 1999 e viveu na Espanha de 2006 a 2010. Atualmente, cursa o mestrado em Arte e
Tecnologia da Universidade de Brasília, é bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard – UEMG, em Belo
Horizonte. É um artista multimídia, desenvolve trabalhos em vídeo, fotografia e pintura. Idealizador do Coletivo
Diametral, uma plataforma de comunicação entre o Brasil e o Japão, a partir de projeções do nascer e pôr-dosol
simultâneas de cada lado do globo.

Sua atual pesquisa trata de cosmologia e física quântica. Participou de exposições em diversos lugares do mundo, dentre eles: Centre Cívic Guinardó, Barcelona; Feira da Galeria Belizário, Buenos Aires; Centro Cultural Banco do Brasil, Belo Horizonte. Participou de diversos salões de arte nacionais como o 20o Salão Anapolino de Arte, Anápolis (GO); 14o Salão Nacional de Arte de Jataí, Jataí (GO); 1o Salão Estadual de Artes Visuais do Balaio de Arte e Cultura, Pato de Minas (MG). Recebeu menção honrosa pela obra fotógrafos (II) na VII Bienal de Pintura de Pequeno Formato, Lisboa.

Dirceu Maués (PA) – Nascido em Belém, vive e trabalha em Brasília. Graduado e Mestre em Artes Plásticas pela
UnB. Foi fotógrafo dos principais jornais impressos em Belém-PA. Em 2003, iniciou trabalho autoral nas áreas
da fotografia, cinema e vídeo, a partir de pesquisas com a construção de câmeras artesanais e utilização de
aparelhos precários. Artista residente na Künstlerhaus Bethanien/Berlim (Rumos Itaú Cultural) e ganhou a Bolsa
Funarte de estimulo à criação artística. Participou do projeto Encontros com a Fotografia – FNAC/2009. Realizou
exposições individuais em Berlim, Montevidéu, Katowice (Polônia), São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre,
Curitiba e Belém.

Estela Sokol (SP) – Vive e trabalha em São Paulo, SP. Foi indicada ao Prêmio PIPA 2012 e participou de diversas
mostras no Brasil e no exterior, dentre as quais destacam-se as exposições individuais “Secret Forest” (Gallery
32, Londres, Reino Unido, 2011), “Licht Konkret” (Galerie Wuensch, Linz, Áustria, 2011), “A Morte das Ofélias”
(Galeria Anita Schwartz, RJ. 2011), “Clarabóia” (Paço das Artes em São Paulo, SP, 2010) e “Sol de Inverno”
(Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG, 2008).

Das exposições coletivas, destacam-se: III Bienal Del Fin Del Mundo (Ushuaia, Argentina, 2011), 16º Bienal de Cerveira (Cerveira, Portugal, 2011), Nova escultura Brasileira (Caixa Econômica Rio de Janeiro, RJ, 2011) Mapas Invisíveis (Caixa Cultural São Paulo, SP, 2011), Arte Lusófona Contemporânea (Memorial da América Latina, São Paulo, SP 2011), Light Art Bienalle (Linz, Áustria, 2010), Nova Arte Nova (Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro e São Paulo, 2008-09).

Ganhou prêmios como “I Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea” em 2011; “Mostras de artistas no exterior”, dentro do Programa Brasil Arte Contemporânea, Fundação Bienal São Paulo 2010; “Temporada de Projetos Paço Das Artes”, SP, em 2009; “Edital Revelação MACC”, SP, em 2004.

Galeno (PI) – Vive e trabalha entre Brasília e Parnaíba (PI), estudou arte na Universidade de Brasília. Seu trabalho
recupera uma pintura forte e construtiva de uma maneira muito singular. Contemporâneo, mas fortemente
ligado às suas origens e história pessoal. Ele incorpora elementos inesperados e inovadores, retraindo de
maneira erudita sua própria história. Elementos e narrativas de sua infância criam um universo singular,
geométrico, colorido e extremamente único.

Ganhou vários prêmios institucionais, e outros, além de residência no exterior. Ele foi escolhido pelo IPHAN / MinC como autor do grande painel da igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Brasília, sucedendo a Alfredo Volpi, foi um dos artistas selecionados para a bienal mercosur em  2015. Tem trabalhos em várias coleções públicas e privadas, No Brasil e no exterior, no Museu de Arte do Rio de Janeiro, selecionado por seu diretor Paulo Herkenhoff, também em diversos museus no exterior, especialmente nos EUA (Los Angeles, Houston e Nova York).

Gauthier d’Ydewalle (BEL) – Vive e trabalha em Bruxelas. Formado em filosofia e ciência política na UCL, na
Bélgica. É jornalista, crítico de arte e autor de crônicas. Fotógrafo autodidata, em 2002, cria um estúdio
dedicado a fotografias de natureza morta. Primeiro trabalhou no cinema com um grande formato de sala
técnica antes de mudar para fotografia digital de altíssima resolução.

Em 2011, dedica-se exclusivamente ao projeto fotográfico de explorar a relação entre imagem e pensamento através de representações de livro. Teve grande exposição individual em 2013 na Bibliotecha Wittockina em Bruxelas. O trabalho está incluído na coleção da Fundação Rei Balduíno. Participou em diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, principalmente na Europa. Ganhou diversos prêmios aquisição e outros, inclusive de residência no exterior. Tem obras na coleção de vários museus do mundo, como no Museu de Belas Artes em Bruxelas e no Museu de Arte do Rio (MAR).

Julio Leite (PB) – Graduado em Comunicação Social pela Universidade Estadual da Paraíba em 2000, dedica-se
às artes visuais. Foi professor substituto da Universidade Federal de Campina Grande (2002-2005), momento
em que se dedica na pesquisa e orientação de projetos em urbana-arte, vídeo, fotografia, arte e tecnologia. Em
2004 cria e dirige a Galeria Cilindro, site specific, na cidade de Campina Grande.

Vive e trabalha em Campina Grande. Das exposições recentes de que participou, destacam-se: “Zona de Fronteira”, Centro Cultural Banco do Nordeste (Fortaleza, CE, 2010), “Futebol de Salão”, Galeria Lurixs Arte Contemporânea (Rio de Janeiro, RJ, 2010), “Obranome”, EAV Parque Lage (Rio de Janeiro, RJ, 2009), “Vídeo Urgente”, Galeria Cilindro (Campina Grande, PB, 2009), “Experimental” e Centro Cultural Dragão do Mar (Fortaleza, CE, 2003). Foi finalista da Mostra “HTTPvídeo”, realizada pelo Instituto Cultural Sérgio Motta (São Paulo, SP, 2011) e recebeu uma bolsa de residência artística pela Fundação Armando Álvares Penteado (São Paulo, SP, 2011).

Marcelo Solá (GO) – Nasceu em 1971 e vive e trabalha em Goiânia. Seu trabalho orienta-se para a nova área
limítrofe do desenho. Desenho-pintura, desenho-instalação, as vezes com objetos, sempre como atividade
ampliada, quase obsessiva, e que ganha características fora do gênero. Já há alguns anos sua obra recebe
atenção da crítica especializada, inclusive no exterior.

Já participou de diversas exposições coletivas e das individuais, destacam-se as realizadas na Galeria Casa de Cultura Laura Alvin, 2010; Nova Arte, 2009; Centro Cultural Banco do Brasil, 2009; Galeria Virgilio, 2009; MAMAM no Pátio, Recife, 2009; Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO, 2009; Funarte, Brasília, 2005; no Museu de Arte Contemporânea, Goiânia, na Galeria Casa Triangulo, São Paulo, em 1999; no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro; no Centro Cultural São Paulo, São Paulo, em 1997.

Maria Lynch (RJ) – Nasceu em 1981 no Rio de Janeiro, Brasil e atualmente mora e trabalha em Nova Iorque. Em
2008 finalizou sua pós-graduação e um mestrado pelo Chelsea College of Art and Design em Londres. Suas
principais exposições incluem The Jerwood Drawing Prize, uma mostra itinerante em Londres e pela Inglaterra
em 2008, Nova Arte Nova no CCBB do Rio de Janeiro e São Paulo com curadoria de Paulo Venâncio. Em 2010
ela foi contemplada com o prêmio FUNARTE Marcantônio Vilaça.

Em 2011 ela foi convidada para a sexta bienal de Curitiba, Vento Sul, com curadoria de Alfon Hug. Em 2012 maria exibiu a instalação Ocupação Macia, no museu do Paco Imperial, no Rio de Janeiro e foi convidada para Mostra de Jogos da Olimpíada de Londres, no Barbican Centre. Em 2013 foi selecionada e em um edital público pela Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro e a exposição Bordalianos do Brasil na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa Portugal.

Após fazer a  Residência Unlimited em Nova Iorque em 2014 ela foi contemplada com um prêmio pela Embaixada Brasileira para uma exposição no Storefront For Art And Architecture, também em Nova Iorque, Estados Unidos.

Ricardo Homen (MG) – Nascido em Belo Horizonte, é pintor e desenhista. Já participava de exposições coletivas
quando frequenta, em 1984, o curso de artes plásticas na Escola Guignard. Apresenta suas obras em exposições
coletivas em diversas cidades – São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Belém e Salvador. Em
sua trajetória, destacam-se a participação no Panorama do Desenho Atual, em 1990, no Museu de Arte
Moderna de São Paulo – MAM/SP, e três exposições individuais no Centro Cultural São Paulo – CCSP, em 1990,
1997 e 2003.

Em Belo Horizonte, apresenta obras suas na mostra BR/80 Pintura Brasil Década 80, no Instituto Itaú Cultural, em 1991. Expõe no Museu de Arte da Pampulha – MAP, em 1990, na coletiva Poética do Acaso, e em 2004, na mostra Obra Colecionada: 1943-2003. Sua primeira mostra individual é de 1989, na Galeria Macunaíma – Funarte, Rio de Janeiro. Desde então, expõe individualmente em inúmeras ocasiões.

Rodrigo Mogiz (MG) – Rodrigo Mogiz (1978, Belo Horizonte) Vive e trabalha em BH. Bacharel em Pintura e
Desenho pela Escola de Belas-Artes da UFMG, também realiza curadorias e trabalhos comunitários. Sua obra
autoral aborda poéticas que transitam entre o desenho, a pintura e o bordado, utilizando também aplicação de
miçangas, rendas e alfinetes. Suas obras criam narrativas muito poéticas e delicadas, que exalam grande força
e um extremo rigor criativo.

Desde 2000, participa de exposições individuais e coletivas em todo o Brasil, e possui obras em instituições públicas e privadas. Mais recentemente também participou do programa de intercâmbio de residência artística promovido pela Galeria Karla Osorio e que resultou na exposição Le Crime Farpait, na galeria Alma Espace d’Art.

Roland Gebhardt (SUR/EUA) – Nascido em Paramaribo, Suriname (1939), educado na Holanda, Suíça e
Alemanha. Mestre em Artes pela Academia de Arte de Hamburgo (1964). Gebhardt é um artista minimalista
por excelência desde os anos 70, produzindo obras em diversos materiais como mármore, pedra, aço, madeira,
alumínio e papel. Participou de diversas mostras coletivas com seus contemporâneos da época como Agnes
Martin, Brice Marden, Carl André, Donal Judd, Richard Serra, Sol Lewitt etc..

Conhecido por suas esculturas monolíticas entre 1970-1980, que exploram o conceito do vazio linear e por obras públicas em grande escala (ex: Wave Hill e Storm King, em Nova Iorque). Nunca deixou de produzir obras autorais como artista, mas deixou de mostra-las por mais de 3 décadas. Nos últimos anos desenvolveu a série de desenhos tridimensionais em papel e impactantes esculturas em aço cortén, alumínio e zinco, mantendo a tradição do minimalismo e da escultura conceitual.

Thomas Kellner (ALE) – Vive e trabalha em Siegen, Alemanha. Estudou arte, sociologia, política e economia. Foi
professor visitante de fotografia de arte na Universidade de Giessen. Trabalh com fotografia experimental e
conceitual, séries de pinhole, fotograma e impressões em técnicas alternativas, cianotipia, saltpaper etc. Busca
encontrar a linguagem visual forte combinada com camadas de conteúdo.

Desde 1997, trabalha em monumentos europeus, usando o método do contato, “desconstruindo a arquitetura como uma linguagem visual”. Os prédios parecem ser esfacelarem, dançando e nos lembram a vulnerabilidade dos nossos valores e criações. Participou de mostras individuais e coletivas em muitos países e tem obras em várias coleções privadas e públicas pelo mundo, além de diversos livros e catálogos publicados nos mais diversos países e linguas.

Galeria Karla Osorio
Criada em 2013 como Gabinete de Arte k2o, a galeria Karla Osorio mantém e reforça ideais de atuar para
inserção de artistas contemporâneos no mercado e na cena institucional. Privilegia a produção mais inovadora
em arte, com programa de exposições temporárias que fomenta várias linguagens e técnicas. Representa
artistas brasileiros e estrangeiros, tanto a nível nacional, quanto internacional.

Participa de feiras de arte em vários países, sendo a única galeria de Brasília em algumas das melhores feiras do mundo como Basiléia, Miami, Nova York, Chicago, entre outros. Apoia pesquisas e projetos inovadores, tem programa de cursos, palestras, parcerias com outros espaços e instituições, além de intervenções no espaço público. Desenvolve projetos com curadores visitantes e oferece residência artística com atelier, em espaço privilegiado. Atua também no mercado secundário. Além da sede em Brasília no SCS, possui espaço expositivo no Lago Sul e escritório em São Paulo.

Serviço

Exposição coletiva: Síntese Dinâmica.
Visitação: até 02 de fevereiro de 2018. Segunda sexta, 9-18h30 | sábado 10-14h, sempre mediante agendamento.