A estreita relação entre cinema e imagem ganha novos contornos na mostra “Som: A História Que Não Vemos”, onde o som se torna o principal protagonista da programação gratuita que chega ao Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, de 2 a 19 de novembro.

A curadoria de Bernardo Adeodato selecionou longas-metragens que marcaram a história da utilização do som, desde o primeiro filme com áudio sincronizado à imagem – “O cantor de Jazz” (1927) – até produções recentes do cinema nacional como “O som ao redor” (2012).

“O som sempre esteve presente nas nossas vidas. Desde o quarto mês de gestação, é o primeiro sentido que desenvolvemos. É por meio do som que se dá nosso primeiro contato com o mundo exterior. Com ele, nossa personalidade ganha seus contornos iniciais.” Conta Bernardo Adeodato. “Não é muito diferente com o cinema. O som sempre acompanhou sua história. Desde seu início, a sétima arte sempre quis ‘falar’. Mesmo quando eram mudos, os filmes se aproveitavam de músicas que intensificavam a experiência visual e ajudavam a esconder o ruído dos projetores. Cineastas como D.W Griffith e Fritz Lang faziam partituras de músicas específicas para serem tocadas com o filme.” Completa o curador.

Na programação, filmes de todos os gêneros, épocas e origens, com destaque para “M – O vampiro de Düsseldorf”, de Fritz Lang (Alemanha, 1931); “Cantando na chuva”, de Gene Kelly, Stanley Donen (EUA, 1952); “Era uma vez no Oeste”, de Sergio Leone (Itália/EUA/Espanha, 1968); “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick (EUA/Grã-Bretanha, 1968) e “Apocalipse Now Redux”, de Francis Ford Coppola (EUA, 1979).

A história do som no cinema

Tudo começa em 1927, quando o filme O cantor de Jazz (The Jazz Singer) marca o início das exibições com áudio sincronizado à imagem, com pequenas linhas de diálogos sendo improvisadas pelo astro Al Jonson. A linguagem cinematográfica mudaria radicalmente nos anos seguintes, e o som passaria a sustentar cada vez mais a imagem, atribuindo ritmo e naturalidade aos filmes. A chegada do som afetaria o trabalho dos atores (que agora teriam que usar suas vozes) e o modo de produção das obras – um período muito bem descrito no clássico musical (gênero, aliás, criado diretamente pelo advento do som no cinema) Cantando na chuva (Singing in the Rain, 1952). Em pouco tempo, cineastas começaram a experimentar com o som, não só no que concerne os diálogos, mas também brincando com associações variadas com a imagem, como são os casos de “M – O vampiro de Düsseldorf” (1931), do genial Fritz Lang, onde um assovio nos relaciona com o assassino antes mesmo de vermos seu rosto, e do ainda mais radical “Entusiasmo” (Enthusiasm, 1930), primeiro filme sonoro de Dziga Vertov.

Com o passar dos anos o cinema continuou a experimentar com a faixa sonora do filmes seja com ruídos ou música. O que seria das piadas de Jacques Tati em “Playtime” (1967), da construção contra pontual do som e o uso do silêncio em “Persona” (1966), de Ingmar Bergman, ou da construção de tensão em filmes como “Era uma vez no oeste” (Once Upon a Time in the West, 1968), de Sergio Leone, e “2001: Uma odisséia no espaço” (2001: A Space Odissey, 1968), de Stanley Kubrick. No meio de toda essa mudança e evolução de linguagem um estilo viria a se associar ao som numa parceria que traria grandes avanços para o cinema. Em 1928, Walt Disney fez sua primeira animação com som, o curta “Steamboat Willie”, onde ruídos e música são essências para o desenvolvimento da história, seu ritmo e principalmente na criação de seu mundo fantástico. Em 1940 a Disney lança “Fantasia” (1940), uma animação construída a partir da música, pioneiro na tecnologia de reprodução multicanal, o primeiro filme feito em surround – infelizmente essa tecnologia era muito cara na época para que pudesse ser democratizada nas salas de exibição

Com tempo, o som tosco e ruidoso que era exibido em mono cedeu seu lugar para os sistemas surrounds de ultra potência e qualidade. Cada vez maior é o usos de efeitos, ambiências e de outros recursos sonoros para que realidades sejam reproduzidas e até mundos que nunca existiram sejam criados com autenticidade. Na década de 70, um filme crucial para o impulso estético e tecnológico e principalmente para a criação de conceito que amplia o papel do som e seu valor para contar uma história: “Apocalipse Now” (1979), de Francis Ford Coppola. É neste filme, impulsionados pelo trabalho de Walter Murch, que surge o profissional responsável por criar a concepção de som de uma obra do início ao fim do processo, o “sound designer” ou designer de som. Acompanhando esse movimento vemos o surgimento de diretores que dão grande importância ao som para criar e compor um mundo imaginário ou de sonho, onde questões filosóficas e psicológicas são destacadas como em “Eraserhead” (1977), de David Lynch, e “Stalker” (1979), de Andrei Tarkovsky.

Nas últimas décadas o som vem sendo cada vez mais explorado e ganhando importância na construção do cinema, a qualidade do som de um filme passou a ser valorizada no cinema de arte e de entretenimento. No brasileiro “O som ao redor”, de Kleber Mendonça Filho, o som fala do cotidiano, torna-se personagem e cenário da história, expandindo a tela de cinema (como os muros e grades de nossas casas), ajudando o espectador a se localizar espacialmente e narrativamente. O avanço da tecnologia permanece em curso. Vemos hoje a chegada do sistema Dolby Atmos, onde um número ilimitado de canais de áudio nos envolvem, fazendo com que o espectador pare dentro da tela, vivendo uma experiência única e fantástica como em “Gravidade” (Gravity, 2013), de Alfonso Cuáron.

Ainda assim, apesar de tudo, de mais de 80 anos de variadas experimentações, o cinema continua sendo pensado como uma arte primordialmente visual – apenas recentemente, por exemplo, a teoria crítica e academia de maneira geral se voltaram para a faixa sonora. “Som: a história que não vemos” vem, portanto, preencher uma lacuna sobre o conhecimento e atenção dada a essa ferramenta que não é simplesmente técnica e tem a capacidade de contar e delinear histórias, podendo aumentar o potencial dramático do cinema em grande escala. Esta mostra é direcionada para os mais diversos cinéfilos e audiófilos, mapeando toda a história do cinema sonoro através de alguns pontos cruciais de sua trajetória.

“‘Som: a história que não vemos’ é uma mostra dedicada a discutir e valorizar o uso do som, seja narrativamente, artisticamente ou criativamente; sublinhando sua função essencial no cinema contemporâneo, com sistemas surrounds e tecnologias que expandem cada vez mais seus limites.” Convida Bernardo Adeodato.

Sessões infantis

Dentro da programação, vale destacar a realização de sessões infantis nos fins de semana, sempre às 11 da manhã, com a exibição da animação da Disney “Fantasia” (1940), o primeiro filme feito em surround, nos dias 4 e 11 de novembro (sábados); e “Wall-E” (2008), de Andrew Stanton, nos dias 5 e 12 de novembro (domingos).

Sessões inclusivas

Com foco nos deficientes auditivos e visuais, a programação apresenta uma sessão especial do filme Gravidade (2013), de Alfonso Cuarón, no dia 14 de novembro, às 16:30, com tradução de libras e audiodescrição.

Uma grande novidade é a inclusão de duas sessões adaptadas às crianças com autismo: No sábado (18 de novembro), às 11 horas, a Sessão BB Azul de Cinema exibe “Fantasia”. Já no domingo (19 de novembro), às 11 horas, a Sessão BB Azul de Cinema traz “Wall-E “.

Debate

Além da exibição de filmes, será realizado um debate aberto ao público, no dia 15 de novembro (quarta), às 19 horas, com a participação do curador Bernardo Adeodato e dos cineastas Eduardo Nunes e Adirley Queirós.

Bernardo Adeodato (curador)

Professor, técnico, editor de som, mixador e compositor de trilhas. Trabalhou em longas como: Sudoeste (2011), de Eduardo Nunes, Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície (2016), de Walter Carvalho, Cícero Dias: O compadre de Picasso (2016), de Waldimir Carvalho e Noel o poeta da Vila e do povo (2013), de Dácio Malta. Finalizou programas de TV como PREAMAR (HBO) de Estêvão Ciavatta, Esquinas, do Canal Brasil, baseado nas matérias da revista Piauí, Estranhamente (Multishow – Urca Filmes) e Adorável Psicose (Multishow-Hungry Man). Leciona desenho de som e edição de som na Escola de Cinema Darcy Ribeiro e mixagem na Pro Class.

Eduardo Nunes (cineasta)

Atua em diversas funções, como editor de som, diretor de produção, roteirista e diretor de curtas, médias e longas-metragens. Seus curtas Sopro (1994), codirigido com Flávio Zettel, e Terral (1995) foram exibidos e premiados em diversos festivais brasileiros e estrangeiros. Também dirigiu diversos programas educativos para TV Bandeirantes, TV Cultura, TV Escola e TVE. Escreveu, em parceria com Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, o roteiro de Árido movie (2005), de Lírio Ferreira. Estreou em longas com Sudoeste (2011).

Adirley Queirós (cineasta)

Goiano, porém estabelecido em Brasília, é cineasta e ex-jogador de futebol. Seu primeiro e premiado curta-metragem, Rap, o canto da Ceilândia foi seu trabalho de conclusão do curso de Comunicação da UNB. Seus longas-metragens A cidade é uma só? (2011) e Branco sai, preto fica (2014) também foram premiados nos mais importantes festivais brasileiros. Em 2017, lança seu mais novo filme, Era uma vez Brasília.

Serviço

Mostra “Som: a história que não vemos”
Data: De 2 a 19 de novembro de 2017
Local: Cinema do CCBB (SCES, Trecho 02, lote 22)
Entrada franca
Tel.: (61) 3108-7600
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 21h
Horários de exibição: bb.com.br/cultura
Classificações indicativas: Ver programação

Programação

1º Semana

Quinta, 02 de novembro

16h30 – O cantor de Jazz (1927 / 88′ / 12 anos / Bluray)
18h30 – A conversação (1974 / 113′ / 12 anos / Bluray)

Sexta, 03 de novembro

15h30 – O barco – Inferno em alto mar (1981 / 208′ / 16 anos / Bluray)
19h30 – Sudoeste (2011 / 128′ / 12 anos / 35mm)

Sábado, 04 de outubro

11h – Fantasia (1940 / 120′ / Livre / Bluray)
16h30 – Cantando na chuva (1952 / 103′ / Livre / Bluray)
18h30 – O som ao redor (2012 / 131′ / 12 anos / 35mm)

Domingo, 05 de novembro

11h – Wall-E (2008 / 109′ / Livre / Bluray)
16h30 – Andarilho (2008 / 80′ / 12 anos Bluray)
18h30 – Stalker (1979 / 163′ / 12 anos / 35mm)

2º Semana

Terça, 07 de novembro

16h30 – Apocalipse Now (1979 / 153′ / 16 anos / Bluray)
19h30 – Eraserhead (1977 / 85′ / 16 anos / 35mm)

Quarta, 08 de novembro

16h30 – M – O vampiro de Düsseldorf (1931 / 117′ / 16 anos / Bluray)
19h30 – Era uma vez no Oeste (1968 / 164′ / 12 anos / Bluray)

Quinta, 09 de novembro

17h30 – Gravidade (2013 / 91′ / 12 anos / Bluray)
19h30 – 2001: Uma odisséia no espaço (1968 / 149′ / 12 anos / Bluray)

Sexta, 10 de novembro

17h30 – Andarilho (2008 / 80′ / 12 anos / Bluray)
19h30 – Stalker (1979 / 163′ / 12 anos / 35mm)

Sábado, 11 de novembro

11h – Fantasia (1940 / 120′ / Livre / Bluray)
16h – Alien – O oitavo passageiro (1979 / 117′ / 16 anos / Bluray)
18h30 – Playtime (1967 / 115′ / 12 anos / 35mm)

Domingo, 12 de novembro

11h – Wall-E (2008 / 109′ / Livre / Bluray)
15h30 – Apocalipse Now Redux (1979 / 202′ / 16 anos / Bluray)
19h30 – Persona (1966 / 85′ / 12 anos / 35mm)

Semana 3

Terça, 14 de novembro

16h30 – Gravidade (2013 / 91′ / 12 anos / Bluray)*
18h30 – 2001: Uma odisséia no espaço (1968 / 149′ / 12 anos / Bluray)
*Sessão audiodescrição

Quarta, 15 de novembro

16h30 – Sudoeste (2011 / 128′ / 12 anos / 35mm)
19h – DEBATE: Bernardo Adeodato, Eduardo Nunes e Adirley Queirós

Quinta, 16 de novembro

16h30 – Cantando na chuva (1952 / 103′ / Livre / Bluray)
18h30 – O som ao redor (2012 / 131′ / 12 anos / 35mm)

Sexta, 17 de novembro

16h – O barco – Inferno em alto mar (1981 / 208′ / 16 anos / Bluray)
20h – Entusiasmo (1930 / 67′ / 12 anos / Bluray)

Sábado, 18 de novembro

11h – Sessão BB Azul de Cinema – Fantasia
(sessão adaptada às crianças com autismo)
17h30 – Persona (1966 / 85′ / 12 anos / 35mm)
19h30 – Eraserhead (1977 / 85′ / 16 anos / 35mm)

Domingo, 19 de novembro

11h – Sessão BB Azul de Cinema – Wall-E
(sessão adaptada às crianças com autismo)
16h – Alien – O oitavo passageiro (1979 / 117′ / 16 anos / Bluray)
18h30 – Playtime (1967 / 115′ / 12 anos / 35mm)

Fichas Técnicas e Sinopses

O cantor de Jazz
The Jazz Singer /1927/ EUA / 88 min

Direção: Alan Crosland
Roteiro: Alfred A. Cohn
Produção: Darryl F. Zanuck
Montagem: Harold McCord
Elenco: Al Jolson, May McAvoy, Warner Oland, Eugenie Besserer
Som: Gerald W. Alexander, William Schwartz, James V. Swartz
Música: Louis Silvers

O jovem Jakie Rabinowitz desafia as tradições de sua família judia cantando numa casa de diversões norte-americana. Punido por seu pai, ele foge de casa. Anos depois se torna um cantor de jazz de sucesso, mas sempre em conflito com as relações com sua família e herança cultural.

Entusiasmo
Enthusiasm /1930 / URSS / 67 min

Direção: Dziga Vertov
Montagem: Elizaveta Svilova
Som: Pyotr Shtro
Musica: Dmitri Shostakovich

Como os mineiros da bacia de carvão de Don (uma das regiões industriais da Ucrânia) estavam se esforçando para cumprir sua parte no Plano Quinquenal. Primeiro filme sonoro do cineasta soviético Dziga Vertov, o mesmo de O homem com a câmera (1929) e Câmera olho (1924).

M – O vampiro de Düsseldorf
M / 1931 / Alemanha / 117 min

Direção: Fritz Lang
Roteiro: Thea von Harbou, Fritz Lang
Produção: Seymour Nebenzal
Fotografia: Fritz Arno Wagner
Montagem: Paul Falkenberg
Elenco: Peter Lorre, Ellen Widmann, Inge Landgut e Otto Wernicke
Som: Adolf Jansen

Um assassino de crianças aterroriza a cidade. A polícia o procura, ameaçando as atividades criminosas do submundo do crime. A bandidagem organiza-se e captura o assustado assassino, levando-o à julgamento.

Fantasia
1940 / EUA / 120 min

Direção: James Algar, Samuel Armstrong, Ford Beebe, Norman Ferguson, Wilfred Jackson, Bill Roberts, Hamilton Luske
Produção: Walt Disney e Ben Sharpsteen
Roteiro: Lee Blair, Graham Heid, Carl Fallberg, Otto Englander, Phil Dike, Joe Grant, Dick Huemer
Som: William E. Garity, J.N.A. Hawkins, C.O. Slyfield
Musica: Irwin Kostal, Edward H. Plumb

É o terceiro filme de animação dos estúdios Disney e consiste de oito segmentos animados acompanhados cada um de músicas clássicas conduzidas por Leopold Stokowski.

Cantando na chuva
Singing in the Rain /1952 / EUA / 103 min

Direção: Gene Kelly, Stanley Donen
Produtor: Arthur Freed
Roteiro: Adolph Green, Betty Comden
Fotografia: Harold Rosson
Montagem: Adrienne Fazan
Elenco: Gene Kelly, Donald O’Connor, Debbie Reynolds, e Jean Hagen
Som: Norwood A. Fenton, Douglas Shearer
Música: Lennie Hayton

Don Lockwood e Lina Lamont são dois astros do cinema mudo que, com a chegada do som, devem fazer a transição também em suas carreiras. Ele se sai muito bem. Ela se aproveita o quanto pode de Kathy Selden, uma jovem que sonha em ser atriz, mas tem que trabalhar como escrava dublando a péssima voz de Lina.

Persona
1966 / Suécia / 85 min

Direção: Ingmar Bergman
Produção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman
Fotografia: Sven Nykvist
Montagem: Ulla Ryghe
Elenco: Gunnar Björnstrand, Bibi Andersson e Liv Ullmann
Som: Evald Andresson, Lennart Engholm, P.O Pettersson
Música: Lars Johan Werle

Alma, uma enfermeira, deve cuidar de Elisabeth Vogler, uma famosa atriz que se recusa a falar. Com a convivência, Alma se abre com Elisabeth.

Playtime – Tempo de diversão
Playtime /1967/ França / 115 min

Direção: Jacques Tati
Produção: Bernard Maurice e René Silvera
Roteiro: Jacques Lagrange, Jacques Tati, Art Buchwald
Elenco: Jacques Tati, Barbara Dennek, Barbara Dennek
Fotografia: Jean Badal e Andréas Winding
Montagem: Gérard Pollicand
Som: Jacques Maumont
Música: Francis Lemarque

O senhor Hulot tem que se encontrar com um oficial americano em um escritório parisiense, mas acaba por se perder no meio do labirinto urbano que a moderna e fria arquitetura causou.

Era uma vez no oeste
Once Upon a Time in the West / 1968 / Itália, EUA, Espanha / 164 min

Direção: Sergio Leone
Produção: Bino Cicogna e Fulvio Morsella
Roteiro: Dario Argento, Bernardo Bertolucci, Sergio Leone, Sergio Donati e Mickey Knox
Fotografia: Tonino Delli Colli
Montagem: Nino Baragli
Elenco: Henry Fonda, Claudia Cardinale, Jason Robards e Charles Bronson
Som: Luciano Anzellotti, Roberto Arcangeli, Italo Cameracanna
Música: Ennio Morricone

Jill é uma ex-prostituta que larga a vida na cidade grande para casar com Brent McBain, um sonhador dono de uma propriedade no meio do nada, viúvo e pai de três lindas crianças. Contudo, ao chegar à fazenda ela encontra uma chacina.

2001: Uma odisséia no espaço
2001: A Space Odissey / 1968 / EUA e Grã Bretanha / 149 min

Direção: Stanley Kubrick
Produção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke
Elenco: Keir Dullea, Douglas Rain, Sean Sullivan e Robert Beatty
Fotografia: Geoffrey Unsworth
Montagem: Ray Lovejoy
Som: A.W. Watkins

Desde a pré-história, um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização, interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monolito.

A conversação
The Conversation /1974 / EUA / 113 min

Direção: Francis Ford Coppola
Produção: Francis Ford Coppola, Fred Roos e Mona Skager
Roteiro: Francis Ford Coppola
Fotografia: Bill Butler e Haskell Wexler
Montagem: Richard Chew
Elenco: Gene Hackman, John Cazale, Allen Garfield, Harrison Ford, Teri Garr, Michael Higgins, Frederic Forrest, Cindy Williams, Elizabeth MacRae, Mark Wheeler, Robert Duvall
Som: Walter Murch
Música: David Shire

Harry Caul é um especialista em espionagem e vigilância contratado para um novo trabalho. No passado, ele se envolveu em uma trama que acabou causando a morte de três pessoas e agora, ele teme que a história se repita.

Eraserhead
1977 / EUA / 85 min

Direção: David Lynch
Produção: David Lynch e Fred Baker
Elenco: Jack Nance, Charlotte Stewart, Allen Joseph e Jeanne Bates
Fotografia: Herbert Cardwell e Frederick Elmes
Montagem: David Lynch Roteiro: David Lynch
Som: David Lynch, Alan Splet
Música: David Lynch

Henry Spencer é um reservado operário de uma fábrica que se vê obrigado a casar com Mary X, uma antiga namorada que se diz grávida dele. O bebê nasce uma aberração, que faz com que Mary abandone Henry para ele cuidar da ‘criatura’ sozinho.

Alien – O oitavo passageiro

Alien / 1979 / EUA / 117 min
Direção: Ridley Scott
Produção: Gordon Carroll, David Giler, Walter Hill, Ivor Powell e Ronald Shusett
Roteiro: Dan O’Bannon e Ronald Shusett
Fotografia: Derek Vanlint
Montagem: David Crowther, Terry Rawlings e Peter Weatherley
Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm e Yaphet Kotto
Som: Derrick Leather, Jim Shields e Bill Rowe
Música: Jerry Goldsmith

Uma nave espacial, ao retornar para Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteróide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um momento de terror quando percebe-se que o tripulante levou para dentro da nave o embrião de um alienígena.

Stalker
1979 / URSS / 163 min

Direção: Andrei Tarkovsky
Produção: Aleksandra Demidova
Roteiro: Arkadiy Strugatskiy e Boris Strugatskiy
Fotografia: Aleksandr Knyazhinskiy e Georgi Rerberg
Montagem: Lyudmila Feyginova
Elenco: Anatoli Solonitsyn, Nikolai Grinko e Aleksandr Kajdanovsky
Som: Vladimir Sharun
Música: Eduard Artemev

Após a suposta queda de meteoritos numa região do planeta adquire propriedades estranhas e passa a ser chamada de Zona. Dentro dela, haveria um lugar chamado Quarto, onde todos os seus desejos são realizados.

Apocalipse Now Redux
1979 / USA / 153 min

Direção: Francis Ford Coppola
Produção: John Ashley, Kim Aubry, Francis Ford Coppola, Gray Frederickson, Shannon Lail, Eddie Romero, Fred Roos, Mona Skager e Tom Sternberg
Roteiro: John Milius e Francis Ford Coppola
Fotografia: Vittorio Storaro
Montagem: Lisa Fruchtman, Gerald B. Greenberg e Walter Murch
Elenco: Marlon Brando, Dennis Hopper, Robert Duvall e Martin Sheen
Som: Walter Murch
Música: Carmine Coppola, Francis Ford Coppola

O Capitão Willard recebe uma missão: matar um insano desertor, o Coronel Kurtz, que preparou uma tropa para atacar os próprios americanos.

O barco – Inferno no mar
Das Boot / 1981 / Alemanha / 149 min

Direção: Wolfgang Petersen
Produção: Michael Bittins, Mark Damon, Ortwin Freyermuth, John W. Hyde, Edward R. Pressman e Günter Rohrbach
Roteiro: Wolfgang Petersen
Fotografia: Jost Vacano
Montagem: Hannes Nikel
Elenco: Jürgen Prochnow, Herbert Grönemeyer e Klaus Wennemann
Som: Scott Martin Gershin
Música: Klaus Doldinger

No auge da Segunda Guerra Mundial, a jovem tripulação de um submarino parte para o mar numa missão secreta, quase fadada a não voltar com vida.

Andarilho
2006 / Brasil / 80 min

Direção, Fotografia e edição: Cao Guimarães
Direção de Produção e Produção Executiva: Beto Magalhães
Empresa Produtora: Cinco em Ponto
Som Direto: O Grivo
Trilha Sonora Original: O Grivo

Um filme sobre a relação entre o caminhar e o pensar. Lugar do deslocamento constante das coisas que não se fixam, dos pensamentos transitórios, das imagens e dos sons efêmeros, da vida como uma mera passagem.

Wall-E
2008 / EUA / 103 min

Direção: Andrew Stanton
Produção: Lindsey Collins, John Lasseter, Gillian Libbert, Jim Morris e Thomas Porter
Roteiro: Andrew Stanton, Pete Docter e Jim Reardon
Fotografia: Jeremy Lasky
Montagem: Stephen Schaffer
Elenco: Ben Burtt, Elissa Knight e Jeff Garlin
Som: Ben Burtt
Música: Thomas Newman

Em 2700, a Terra não é mais habitada por humanos, que agora vivem na nave Axiom. O planeta foi transformado em um imenso depósito de lixo.

Sudoeste
2011 / Brasil / 128 min

Direção: Eduardo Nunes
Produção: Quanta Labocine
Roteiro: Eduardo Nunes e Guilherme Sarmiento
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr.
Montagem: Flávio Zettel
Elenco: Simone Spoladore, Dira Paes, Léa Garcia, Mariana Lima, Everaldo Pontes, Simone Mazzer etc.
Som: Leandro Lima e Gabriel D’Angelo
Música: Cristiano de Abreu, Tiago Azevedo e Yuri Villar

Em uma cidade perdida no mapa no litoral brasileiro, Clarice se vê às voltas com um estranho mistério: ela vive uma vida inteira, do nascimento à morte, num único dia que se repete infinitamente.

O som ao redor
2012 / Brasil / 131 min

Direção: Kleber Mendonça Filho
Produção: Emilie Lesclaux
Roteiro: Kleber Mendonça Filho
Fotografia: Pedro Sotero e Fabricio Tadeu
Montagem: João Maria e Kleber Mendonça Filho
Elenco: Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings e W.J. Solha
Som: Kleber Mendonça Filho, Ricardo Cutz
Música: DJ Dolores

A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local.

Gravidade
Gravity / 2013 / EUA / 91 min

Direção: Alfonso Cuarón
Produção: Alfonso Cuarón, Christopher DeFaria, David Heyman, Stephen Jones, Nikki Penny e Gabriela Rodriguez
Roteiro: Alfonso Cuarón e Jonás Cuarón
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Montagem: Alfonso Cuarón e Mark Sanger
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney e Ed Harris
Som: Glenn Freemantle, Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead, Chris Munro
Música: Steven Price

Dra. Ryan Stone é uma brilhante engenheira em sua primeira missão espacial. Ela está acompanhada do astronauta veterano Matt Kowalsky.